Mônica Vilaça, Presidenta Estadual do PSOL PB
Nas eleições de 2026, estamos caminhando aceleradamente em busca de mudanças e permanências; estes são os aspectos orientadores deste momento. Temos debatido muito sobre os avanços nas agendas democráticas e progressistas que visaram aprofundar direitos nas últimas décadas, contribuindo para o fortalecimento e proteção de diversos grupos sociais. Em outra direção, sobre os profundos desafios criados por antigas e novas necessidades das populações, por transições filosóficas e morais, e por um sentimento amargo de esgotamento político.
Os limites econômicos, políticos e ambientais alimentaram narrativas de não reconhecimento da diversidade, das diferenças e das desigualdades, fortalecendo um campo que se apoia na extrema apropriação da vida e do mundo, na destruição e na guerra. A direita e a extrema-direita que denunciamos são um campo que se forja na morte e no recuo daquilo que nos reúne como mundo, em conexão com todos os seres vivos, em sua diversidade e pluralidade.
Nestas eleições temos uma difícil tarefa: manter um dique de direitos e salvaguardas. No PSOL, estabelecemos, em nossas resoluções nacionais, que é necessário agir nestas eleições de forma a frear qualquer avanço da direita e da extrema-direita que permita a redução de direitos. Assim, estamos na campanha pela reeleição do Presidente Lula, construindo unidade com vários partidos e companheiros em torno das urgências deste momento.
Na eleição para o governo do Estado, temos o nome do companheiro Olímpio Rocha, apresentado pelo PSOL como alternativa de esquerda. Para o Senado, nos posicionamos pela reeleição de Veneziano Vital (MDB) e pela eleição de João Azevedo (PSB). É necessário garantir que os dois terços do Senado a serem renovados, nestas eleições, tenham maioria das forças progressistas.
Articulada a estas posições, coloca-se a defesa intransigente do PSOL. Nestas eleições temos mais uma etapa da cláusula de desempenho, que estabelece a necessidade de o mínimo de 2,5% (dois e meio por cento) dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1,5% (um e meio por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou eleger pelo menos treze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação.
Ultrapassar a cláusula de desempenho é uma necessidade para que possamos manter o acesso ao Fundo Partidário e aos tempos de TV e rádio. Desta forma, toda nossa militância deverá estar envolvida na construção das candidaturas de deputadas e deputados federais. Neste pleito contaremos com os companheiros Edinho Mendes e Sousa Neto, e as companheiras Taty do Paraíba Feminina e Andrea Miranda.
Neste momento, a tarefa é ganhar as ruas, garantir os diálogos e construir convencimento. Refletir com cada pessoa que pudermos alcançar sobre os significados destas eleições. Que o fazer política é uma necessidade e um direito duramente conquistado e que precisa ser fortemente defendido.
