O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) da Paraíba informa o cancelamento da pesquisa eleitoral registrada pelo Instituto Índice que omitia o nome de Olímpio Rocha entre os pré-candidatos apresentados ao eleitorado.
O cancelamento ocorreu após o PSOL ingressar com medida na Justiça Eleitoral questionando a irregularidade da pesquisa, que excluía de forma injustificável o nome de Olímpio Rocha, mesmo com sua pré-candidatura amplamente divulgada.
A presidenta Estadual do PSOL, Mônica Vilaça afirmou que “vivemos um momento de luta pela democracia sendo importante reiterar o valor da transparência e do cuidado com a produção de dados e informação, tornando-se uma importante vitória política e jurídica a não divulgação da pesquisa, considerando que esta se apoiava em um levantamento incompleto, que produziria desinformação, desequilibrando o debate público”.
Na avaliação do PSOL, o Instituto Índice preferiu cancelar a pesquisa antes da apreciação judicial do caso, pela fragilidade de sua condução metodológica e da evidente impossibilidade de sustentar, perante a Justiça, a exclusão do nome de Olímpio Rocha.
“Essa é uma vitória do PSOL e da verdade eleitoral. O Instituto Índice resolveu se adiantar à decisão do magistrado, porque sabia que não poderia sustentar na Justiça a omissão do meu nome. Diante da nossa ação, cancelou a pesquisa. Agimos para impedir que uma fraude contra o debate democrático continuasse sendo apresentada ao povo da Paraíba como se fosse algo normal”, declarou Olímpio Rocha.
Olímpio também afirmou que a tentativa de invisibilizar sua pré-candidatura demonstra incômodo de setores tradicionais com o crescimento de uma alternativa popular e de esquerda no estado.
“Quando omitem nosso nome, não estão apenas tentando me apagar de uma pesquisa. Estão tentando interditar uma candidatura que incomoda exatamente por representar um projeto de enfrentamento aos privilégios, de defesa da democracia, dos direitos humanos e do povo trabalhador. Não aceitaram, foram acionados e recuaram”, acrescentou.
O PSOL reafirma que seguirá vigilante para garantir lisura nas diversas etapas do processo eleitoral, transparência nas pesquisas e respeito ao direito da população de ter acesso a informações corretas, completas e sem manipulações.
